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João do Bacalhau

Junho 4, 2008

Muito bom.

Poderia deixar o post por aí, então a critério informativo.

Pratos: Bolinhos de bacalhau e Sardinha Portuguesa – Entradas.

Bacalhau entre rios e Sirigado a Lagareiro – Pratos do dia.

Gostaria de agradecer ao maitre pela indicação dos pratos, são certamente os pratos chefes da casa e merecem todas as indicações.

Um rápido comentário.

Bolinhos de bacalhau – Eu já comi melhores, um pouco além do ponto de fritura ideal (meio queimado) e a massa é super simples, achei um pouco farinhenta demais… Mas isso é detalhe, realmente eu acreditava em algum diferencial, mas a casa prova que é estritamente simples, e por isso mesmo tão boa, não há grandes invenções na cozinha.

Sardinha Portuguesa – Uma lástima, para ser considerada uma das entradas mais fortes da casa, distinta das demais ao ponto de ser vendida ou como entrada ou como prato principal, passou longe de ter algum valor… Bastante ruim mesmo…

Bacalhau entre rios – Servido com batatas super quentes e um bacalhau maravilhosamente selecionado, servido sobre uma cama de cebolas em rodelas e dentes de alhos inteiros, tudo cozido em um rio de azeite e com as batatas ao redor, é sinceramente simples, e ainda assim estritamente saboroso, o bacalhau se destava modestamente, e as cebolas e alhos dão aroma e corpo ao prato, casando perfeitamente a suavidade (sim! Bacalhau pode ser suave, se for de boa qualidade!) e as batatas dão o peso necessário de acompanhamento, enfim, não é nada rebuscado, é servido um pouco feio, mas é honesto. Um pouco caro, mas nem tudo na vida é perfeito mesmo…

Sirigado lagareiro – Possivelmente o melhor Sirigado grelhado que já comi na vida, servido com alhos fritos (crocantes), cebola assada inteira, batatas murro, pimentões assados e um pequeno exagero de azeite… O mais espetacular deste prato, bem como do bacalhau, é a qualidade do ingrediente mor, uma posta de Sirigado alta, estritamente da parte nobre do peixe (nada de peças perto do rabo, falo da gorda parte que fica próximo da cabeça), grelhado no ponto exato para que o peixe se desmanche facilmente, sem perder umidade e ainda assim suficientemente cozido para não ter o sabor forte característico… O alho frito dá o trato que faltava ao prato e contribuí quase determinantemente para ele, de certa forma o azeite que se distribuí pelo fundo do prato é também outra peça fundamental do conjunto.

Tá, não foi tão rápido assim, então pra finalizar, agradecer o excelente tratamento que tivemos, apesar de um começo lento, os garçons acabaram sendo fundamentais para a qualidade da nossa visita.

Limone Bardot

Maio 4, 2008

A dupla de restaurantes vizinhos são uma grata satisfação aos poucos criativos Buffets de Fortaleza.
O Limone destaca-se por uma inventividade pouco usual nos banquetes de almoço, saladas bem feitas, pratos quentes simples e ao mesmo tempo sofisticados, inclusive com algumas misturas bastante inusitadas! É uma grato refresco ao ordinário self-service brasileiro.
A decoração, como deveria de ser pelo nome, é amparada na figura do limão, enquanto no Bardot exibem-se grandes quadros de Bridget Bardot, daí o nome do lugar, sinceramente gostei mais da decoração do Bardot.
A comida, de ambos, é feita com algum cuidado, ao menos parece assim, primeiro pelo fato de não serem generosas porções que ficam expostas por horas a fio, mas pequenas quantidades continuamente repostas, o que garante uma certa qualidade superior, apesar de nos momentos mais procurados causar a falta de um ou outro prato destacado…
A posição do buffet é privilegiada, o que indica que a comida é mesmo o ponto forte, uma mesa ampla e bem sortida de saladas magníficas, molhos geniosos e que ensejam um cuidado na dosagem, e pratos quentes “coloridos” e simplesmente montados.
Destaco, apesar de não ser meu forte, as sobremesas, que são simplesmente maravilhosas… Dentre o que eu conheço melhor, destaco as saladas com o molho de amora, muitíssimo interessante, mas um pouco doce demais, acho que depende do dia o molho pode ficar um pouco mais acertado… Outro destaque é o molho de maracujá para salada, também muito interessante.
No quesito de pratos quentes, fica por conta do peixe a belle meuniére.

Tour, vai?

Abril 28, 2008

Retomando o tour?

Enquanto não sai o blog oficial, vamos fazendo o que é possível por aqui!

Restaurante: Grand Cru

Chef: Natalie Pinheiro

Culinária: Contemporânea

Um fator que muito me incomoda nas impressões deixadas pelos críticos cearenses acontece também com este pequeno bistrô, super bem organizado, atenciosamente gerido e bastante agradável. Porém, como vem acontecendo a muitos anos a crítica se baseia muito pelo aspecto conceitual da culinária e não pela técnica empregada no preparo ou no conceito gastronômico adotado, basta ver que sempre foram escolhidos pelos ditos “juris especializados” os lugares que são exatamente como o Grand Cru, bistrôs de culinária repleta de nuances francesas e uma pequena mão de originalidade em seus cardápios…

Era pensando que talvez este fosse mais um caso de crítica mais elogiosa do que realmente a casa pudesse oferecer que eu cheguei por lá… A atenção provida pelos garçons é bastante salutável, é raro ter um atendimento tão prestativo e descontraído em uma casa desse estilo, contribuíu muito este atendimento para poder arrefecer um pouco o clima meio pretensioso que a decoração rebuscada e as paredes perfiladas por vinhos diversos poderiam causar, não digo que seja ruim, apenas não é um lugar que eu esteja habituado a frequentar e que usualmente me causa um pouco de transtorno…

E o que interessa… Pedi um camarão Bordeux, criação da chef (assim como todo cardápio, conforme ela nos foi gentil de dizer ao fim da noite, em uma conversa descontraída), trata-se de camarões passados na manteiga, servidos recheados com damasco e acompanhados por um risoto de queijo sobre abacaxi. Primeiro fator a admirar, os camarões estavam no ponto, o que é muito raro por aqui, normalmente são servidos borrachudos… Aí começa a desconstrução das expectativas que me haviam sido impostas pelas críticas cearenses, o risoto estava também ao ponto, apenas o abacaxi é que podia ser um tanto menor, haja visto que lá pela metade do prato tudo ficava um pouco enjoativo demais… Talvez pela combinação adocicada dos damascos e do abacaxi, talvez porque eu demorei a começar a comer e logo estava tudo frio, o que realmente interfere muito com este tipo de prato.

De entrada, pedimos uma salada com camarões, excelente também, exceto por um defeito que acontece em TODOS os restaurantes que eu já fui, as folhas depois de lavadas precisam ser secas para poder receber os molhos, fator que raramente é observado, mesmo nos melhores restaurantes da cidade… Fora isso, admirável salada, não diria destacável, haja visto que o prato principal realmente me impressionou.

Sobremesa, nada a declarar, não sou fan de doces, então nem tive nada, preferi um mero conhaque, que a muito tempo queria provar e esta me parecia uma boa oportunidade.

Em resumo, uma das melhores casas de fortaleza realmente, eu acredito que poderia ser um pouco mais descontraída no atendimento, creio que nossa mesa foi uma exceção e não uma regra ao estilo adotado… Também indicaria que alguns dos pratos que meus companheiros pediram não eram tão distintos como o meu camarão, ficariam numa qualidade mediana com outras das melhores casas da cidade, o destaque fica mesmo pelo atendimento, pelo camarão bordeux e, principalmente, pela atenção deferida pela proprietária em ir até onde estávamos e oferecer uma pequena conversa descontraída e muito enriquecedora de sua técnica e suas idéias para aquele bistrô, o novo cardápio deve estar chegando por lá e eu pretendo voltar para visitá-lo!

Batatas com Shimeji

Abril 17, 2008

Simples assim.

200gr de batatas

100gr de cogumelos

2tbsp de vinho branco

Manteiga

Tomilho

Sal e pimenta

 

Tudo no refratário, batatas em baixo, cogumelos em cima, tomilho, sal e pimenta, cubinhos de manteiga por cima… rega com o vinho, fecha com papel alumínio, não precisa ser perfeitamente hermético… Forno, 40-45min, até as batatas estarem cozidas… O tempo varia dependendo de como as batatas forem cortadas…

Pronto!

Fácil, e bom! Eu comi com arroz branco… Mas dá pra comer puro…

Voltando…

Agosto 9, 2007

Resolvi o que fazer com este pequeno blog…

Tornarei este recinto um antro de pesquisa gastronômica… E não me refiro a um “cookblog” cheio de receitas e “how to” culinarista… Pra mim chega de tentar isso…

Gastronomia é uma ciência para mim, existe um profícuo relacionamento da química, física e matemática dos sabores com a habilidade manual e controle preciso dos equipamentos para atingir a perfeição gustativa.

Em assim sendo, o que proponho aqui não será mais um passeio por receitas prontas e passadas a limpo depois de testadas… acredito que existem fontes suficientes para tanto…

Tentarei escrever mais do que me parece ser a gastronomia moderna, do dia-à-dia, antiga e clássica… Pretendo passear e conhecer mais do que vem a ser a ciência por trás da culinária… enfim, ser mais um Gourmand que um Acepipeiro…

Bom, é isso… sei que não tenho as habilidades para levar este empreendimento adiante, mas tentarei fazê-lo nem que apenas eu venha a ler e aprender algo de novo…

Mais tarde!

Dezembro 2, 2006

Entrada: Mexilhões gratinados com parmesão e alho

Principal: Atum com cebola picante

Sobremesa: Torta de maçã

Hello world!

Dezembro 2, 2006

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